Construção da barragem de Baynes

Construção da barragem de Baynes

O Iona pode-se tornar a porta de entrada de todo equipamento para a construção da barragem hidroeléctrica de Baynes, no rio Cunene, fronteira entre Angola e a Namíbia, caso se venha a optar pelo Porto Comercial do Namibe para a des- carga, em detrimento do Porto de Walvis Bay, naquele país vizinho.
A barragem, cujas obras deverão iniciar em 2021, tal como anunciou o ministro da Energia e Águas, João Bap- tista Borges, aquando da sua última visita ao Namibe, em Março deste ano, irá beneficiar os dois países (Angola e Namíbia), estando já concluídas as negociações que irão ditar a contratação da empresa executora do projecto. No entanto, o que parece não estar decidido é a questão sobre o porto, onde serão desalfandegadas as máqui- nas e equipamentos a serem usados na construção do empreendimento, orçado em 1,2 mil milhões de dólares.
O Porto do Namibe fica a mais de 300 quilómetros da região em que será implementado o projecto, ao passo que o Porto de Walvis Bay dista a mais de 1000 quilómetros.
Segundo apurou a nossa reportagem, quase todo o trajecto que parte da principal cidade portuária namibiana, para a região de Baynes, já está asfal- tado, faltando apenas concluir cerca de 80 quilómetros da mesma via.
Do lado angolano, falta fazer quase tudo em termos de construção de via de acesso a partir da localidade do Curoca, município do Tômbwa. De acordo com o administrador municipal, Alexandre Niyuka, já estão identificadas as zonas por onde passará a estrada que vai ligar a cidade de Moçâmedes à região de Baynes, passando pelas localidades de Tchipatukilu, Otchifengo e Lutuima. O governador do Namibe, Archer Mangueira, percorreu o traçado até à região, partindo da sede do Iona, num trajecto de cerca de 120 quilómetros. Foram mais de três horas de viagem na via que, desde 2015, vem sendo desbravada pelos populares, com apoio da Administração Municipal do Tômbwa.
O aproveitamento hidroeléctrico de Baynes será constituído por uma barragem de enrocamento com face de betão, e terá 200 metros de altura, 1.025 metros de comprimento, 40 quilómetros de albufeira e uma área inundada de 58,15 quilómetros quadrados. Segundo o acordo aprovado pelos dois países, em 2014, após estudos de viabilidade feitos um ano antes, a central de geração de energia terá uma potência de 300 megawatts para Angola, e a mesma quantidade para a Namíbia.

Fonte: angop