Integração das comunidades

Integração das comunidades

Para fazer face às limitações no provimento de vagas para fiscais, o agora Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente pretende, ao abrigo da lei 08/20 de 16 de Abril, Lei das Áreas de Conservação, levar a cabo acções de integração de pessoas das comunidades locais na gestão da bio-diversidade, como explicou o administrador do Parque do Iona.
No que toca à melhoria das condições de trabalho com meios e equipamentos, Sango de Sá destacou a parceria com a African Parks, uma organização regional com sede na África do Sul, com experiência em gestão de Parques, e que tem estado a apoiar na manutenção de alguns meios como viaturas, equipamentos de telecomunicações e outros.
Aquele responsável também fez referência à cooperação com o Parque Skeleton Coast (Costa dos Esqueletos), na vizinha República da Namíbia, com o qual foi assinado um acordo para gestão partilhada dos recursos ecológicos transfronteiriços da região.
Segundo o administrador do Parque do Iona, Sango de Sá, este processo também caminha a meio gás, devido à Covid-19, mas há um programa de investigação criado, no âmbito de uma cooperação entre o ISCED da Huíla e a Universidade de Ciências e Tecnologias da Namíbia, que vai envolver as comunidades na conservação e gestão da biodiversidade.
Ainda no âmbito da mesma cooperação, Sango de Sá falou da existência de outro projecto com a RWTC, também regional, que trabalha para fazer a marcação de animais como chitas e mabecos, com coleiras GPS, para melhor conservação desses mamíferos.
Entre os animais que ainda podem ser vistos no Parque Nacional do Iona, mas em perigo eminente de extinção, estão a zebra, impala, olongo, avestruz, hiena castanha, leopardo, raposa orelhuda, suricata e o protelo, além de outras espécies que aparecem cada vez mais em número reduzido, como a cabra de leque, guelengue, chacal, babuíno e crocodilo.
Animais como girafa, hipopótamo, rinoceronte, elefante, hiena malhada e leão deixaram de ser vistos no Parque do Iona, antes de 1990.

Fonte: angop