O Parque Nacional do Iona foi criado, em 1937, primeiro como Reserva de Caça de Moçâmedes, depois como Parque Nacional de Porto Alexandre (a partir de 1944), passando à designação actual em 1964. A reserva natural ocupa grande parte da extensão territorial da comuna, que tem uma superfície de 6.618 quilómetros quadrados e mais de 17.000 habitantes.
De acordo com o administrador do Parque, Sango de Sá, registase uma ocupação populacional do território na ordem dos quase sete por cento, e a meta indicada é de que a taxa não passe dos três por cento. Ou seja, residem no interior do parque mais de 3.300 pessoas.
“Com o aumento do número de pessoas no interior do Parque Nacional do Iona, sobretudo com a movimentação que fazem do interior para o litoral, em busca de água para o pasto, temos registado muitas violações às regras de segurança e protecção da biodiversidade na região”, explica.
Sango de Sá enumerou as várias consequências do impacto negativo das acções de carácter antropónimas, no Parque do Iona, como a caça furtiva, desaparecimento de algumas espécies vegetais consideradas endémicas, abate de árvores, exploração indevida de recursos minerais, bem como a disputa pelas fontes de água entre os criadores de gado e os animais selvagens dessa reserva.
Ao abrigo do Decreto 257/18 de 13 de Novembro, o sistema de gestão do Parque Nacional do Iona ganhou o estatuto equivalente a um instituto público, e espera-se que o quadro de pessoal seja preenchido para que a fiscalização seja mais eficaz na sua actuação, segundo disse o seu administrador.
Para Sango de Sá, o Parque deve ter pelo menos 150 fiscais, com os respectivos meios, para que se actue de forma célere sobre os violadores das normas de protecção da biodiversidade. O pagamento de salários aos cerca de 60 fiscais, que ali funcionam, é garantidos pelo Fundo do Ambiente, através de recursos próprios do sector.
Fonte: angop